segunda-feira, 17 de junho de 2013

"Jamais achei que ele fosse atirar"

Giuliana Vallone - repórter da Folha de São Paulo agredida durante as manifestações. Sem palavras porra! Ver este excelente trabalho da Folha aqui: http://www.youtube.com/watch?v=W6QVLE8PQJ8

Flores que batem

Maria: "Escreveu tão bonito que me fartei de chorar" Eu em pensamento: "Também chorei".

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Um casal comum..

O Jesse e a Celine transformaram-se num casal comum. Com atritos comuns, contas comuns, amores comuns, discussões comuns.... No entanto não creio que sejam um lugar comum. Fui finalmente ver o filme, que encerra a trilogia (penso eu...pois não me apetece nada vê-los de dentadura e bengalas) e talvez a minha paixão fervorosa pelos dois filmes anteriores me tenha turvado a expectativa. Estava à espera de mais, não sei do quê, mas algo mais... Bem sei que nove anos volvidos e estando eu segura que aqueles dois tinham ficado juntinhos em Paris que a vida deles acabaria por cair na rotina habitual de todos os casais... Mas isso eu já sabia...mas não queria assistir...eles são e sempre foram o par romântico da minha adolescência e queria que continuassem a sê-lo... é um filme ou não é? Para agruras e desentendimentos, mesmo com o tom auspicioso do final, já restam as histórias reais... Ao mesmo tempo acho que o filme foi sincero e por muito que eu quisesse fadinhas cor-de-rosa, não posso ser hipócrita! Os diálogos, ai os diálogos são mesmo bons e só achei um bocadinho louca a Celine... mas é uma mulher...comum! É mesmo assim!

segunda-feira, 10 de junho de 2013

80 anos? E depois faço como tu!

É de louvar, é de ficar a pasmar! A Dona Maria do Carmo, sim a Senhora Dona Maria do Carmo, tem 80 anos, e foi fazer um curso de Escrita Criativa. E que lucidez, e que espírito, e que companheirismo até no almoço entre colegas que são da idade dos netos! Fico tão feliz quando conheço pessoas assim, fico a desejar ser exactamente assim um dia, rodeada de amor, numa família grande, e com um espírito jovem e lúcido para continuar a brincar com as palavras e sempre, mas sempre a amealhar conhecimentos! Mas que grande obrigado!

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Transvestir-me....

Uma vida é uma vida. Preta, amarela ou azul. E quando uma vida se esfuma todos os sentimentos vêm à tona. Se era mau, passa a bom, se era teimoso, passa a altruísta, se era bandido, passa a herói... Eu não o conhecia. Fico triste com a perda. Fico tristeza pelas lágrimas daqueles que o amam. E fico ainda mais triste por ter de trabalhar com base nisso! Ando cansada de tantas más notícias. Desgastada com a morte, com o sangue que ainda vejo em camisolas brancas e luvas de clínicas de latex largadas pelo chão. Ando cansada de confrontar pessoas com as suas tristezas. E, por vezes, já nem consigo transvestir-me e também choro.

sábado, 1 de junho de 2013

Não ver sorrisos

O António diz que é preguiçoso, mas que apesar disso adora escrever. Passa o dia agarrado ao computador a teclar relatórios e muitos discursos com direito a palavras caras. Gosta de histórias, de as ler e sobretudo de as escutar. O António é cego. Quer saber mais, aprender e sobretudo criar histórias de encantar. Não vê as cores, mas sente-as nas suas palavras. Não vê sorrisos, mas não se priva de dar uma boa gargalhada. O António está a ensinar-me que há outros sentidos a explorar na escrita com a mesma importância do que a visão e principalmente está a ensinar-me a ser uma pessoa mais rica e menos pré-conceit(uosa)!