sábado, 1 de junho de 2013
Não ver sorrisos
O António diz que é preguiçoso, mas que apesar disso adora escrever.
Passa o dia agarrado ao computador a teclar relatórios e muitos discursos com direito a palavras caras.
Gosta de histórias, de as ler e sobretudo de as escutar.
O António é cego.
Quer saber mais, aprender e sobretudo criar histórias de encantar. Não vê as cores, mas sente-as nas suas palavras.
Não vê sorrisos, mas não se priva de dar uma boa gargalhada.
O António está a ensinar-me que há outros sentidos a explorar na escrita com a mesma importância do que a visão e principalmente está a ensinar-me a ser uma pessoa mais rica e menos pré-conceit(uosa)!
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